Qual
o sentido do Leviatã às Avessas?
O Leviatã é uma criatura bíblica utilizada por Thomas Hobbes em sua obra homônima para representar a sociedade organizada sob uma forma centralizada de poder. Nele está presente a ideia de contrato social, a defesa de um Estado eclesiástico e civil e a clássica expressão ''homo homini lupus''.
Porém, os efeitos negativos da subordinação do homem ao
Estado; como a espoliação forçada do seu patrimônio para a manutenção do Status
Quo, a redução do seu bem-estar, desrespeito ou negação às liberdades
individuais, a impossibilidade de oferecer serviços de qualidade sejam eles
quais forem, o monopólio do cunho forçado, e o pior: A impossibilidade de
secessão individual voluntária do tecido estatal fez com que o homem
reavaliasse a função do Estado, ou até subjugar a necessidade de sua existência
ainda durante a Idade Moderna. Atualmente
o Leviatã não é mais a monarquia absolutista que o Hobbes defendia, mas o
Estado Democrático de Direito, que entra como o portador do poder centralizador
e artificial que se assemelha ao Antigo Regime, e que possui uma legitimidade
social que nem qualquer monarca do período sonhava em ter.
"ninguém é bastante ousado para provocá-lo; quem o resistiria face a face? Quem pôde afrontá-lo e sair com vida debaixo de toda a extensão do céu? ....Quem lhe abriu os dois batentes da goela, em que seus dentes fazem reinar o terror?......Quando se levanta, tremem as ondas do mar, as vagas do mar se afastam. Se uma espada o toca, ela não resiste, nem a lança, nem a azagaia, nem o dardo. O ferro para ele é palha, o bronze pau podre" (Bíblia Sagrada, 1957: 656).
O objetivo deste blog é mostrar por uma ótica diferente a outra face do Leviatã, com artigos e noticias dos mais variados temas, sejam eles de natureza política, econômica, jurídica, filosófica, histórica ou sobre eventos recentes do cotidiano, analisando sob uma perspectiva Libertária como o Leviatã realmente é: Um monstro que sobrevive do medo ou alienação de muitos, do benefício de poucos, da espoliação coletiva dos bens de todos, para devorar aqueles que ameaçam a sua existência ou que duvidem da legitimidade de sua soberania.
Hobbes advogou sobre a necessidade de um poder central para
estabelecer a ordem e normatizar determinadas regras para a organização dos
interesses na sociedade civil, em detrimento de um Estado de Natureza. 364 anos
depois, com a impossibilidade empírica de o legítimo monopólio institucional
prover tais serviços à sociedade, é notável a crescente quantidade de
pensadores que ojerizam o tecido estatal e reivindicam o criticado ‘’Estado de
Natureza’’ como nunca antes na história da humanidade, guiados pelo Direito
Natural, pelo Princípio de Não Agressão: Uma heresia pelo motivo do modelo
Contratualista ser amplamente aceito e ser politicamente dominante. Por cada
vez mais pessoas possuindo conhecimento sobre essa titânica e nefasta criatura e
seu impacto em suas vidas, cresce na consciência coletiva a necessidade de uma
nova evolução social, algo como o Leviatã às Avessas.


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